(“Vários perguntam se eu to bem mas poucos se importam com a resposta!” - Emicida)
Olá, meu nome é Ninguém, sou uma pessoa que vive nas ruas. O papelão é o colchão mais macio que posso ter, minhas refeições são resumidas em restos, que jogam no lixo ou que jogam em mim. As vezes não vejo diferença entre um e outro, mas eu respiro e o lixo cheira...
Tenho um poder que muitos gostariam, mas que daria tudo para não ter. Sou Invisível. Muitos passam por mim, mas ninguém me vê. Muitos me vêem, mas ninguém me olha. Muitos me olham, mas abaixam a cabeça e seguem... Por que alguém iria querer isso?
Alguns visíveis pensam que sou de brinquedo, que não sinto nada, me batem, me esfaqueiam, tacam fogo em mim, é ai que deixo de ser invisível e passo a ser uma coisa. Uma coisa que não existe, que pode ser violada sem nenhum problema...
Ninguém se importa com quem não é visto, com o que não existe.
Debaixo dos meus trapos, a noite, passo frio, congelo e visito a morte. De dia com o sol esquentando meu corpo, volto para uma vida, que sequer pode ser chamada assim.
Não vivo, apenas sobrevivo e essa sobrevida acaba com quem sou. Já não sei meu nome, não sei da onde vim, não sei pra onde vou e se vou, já não sei nada...
Tenho um poder que muitos gostariam, mas que daria tudo para não ter. Sou Invisível. Muitos passam por mim, mas ninguém me vê. Muitos me vêem, mas ninguém me olha. Muitos me olham, mas abaixam a cabeça e seguem... Por que alguém iria querer isso?
Alguns visíveis pensam que sou de brinquedo, que não sinto nada, me batem, me esfaqueiam, tacam fogo em mim, é ai que deixo de ser invisível e passo a ser uma coisa. Uma coisa que não existe, que pode ser violada sem nenhum problema...
Ninguém se importa com quem não é visto, com o que não existe.
Debaixo dos meus trapos, a noite, passo frio, congelo e visito a morte. De dia com o sol esquentando meu corpo, volto para uma vida, que sequer pode ser chamada assim.
Não vivo, apenas sobrevivo e essa sobrevida acaba com quem sou. Já não sei meu nome, não sei da onde vim, não sei pra onde vou e se vou, já não sei nada...
Tamires G.


Sempre me pergunto porque e como eles aguentam tanto ,porque não voltam pra casa ,muitas vezes eles tem casa.
ResponderExcluirPorque não tentam um albergue ,uma assistente social que os ajude?
Mas a politica higienisticista do atual governo quer apenas limpar e não promover oportunidades ou tratamento.
É evidente que nossa mente imagina situações e elas se concretizam ,podemos ficar melhor ou pior do que estamos hoje .
Espero algum dia não ver mais ,crianças ou adultos morando na rua, comendo restos de lixo ,vivendo de miséria e se iludindo com drogas isto realmente me incomoda,me faz sofrer.
Eu também me pergunto muito isso, todos os dias passo por diversos moradores de rua, jogados pelas calçadas, perambulando no meio do nada. Isso me incomoda tanto, mas não sei o que fazer... Também espero que um dia essa situação mude, mas do jeito que as coisas estão está difícil de mudar...
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